REBRANDING EM ALTA: TENDÊNCIA OU NECESSIDADE?

Com várias mudanças anunciadas por grandes empresas, o CEO do Grupo Invoice explica como e quando identificar a necessidade de alterações na comunicação de uma marca

 

Criar uma identidade perante ao público é algo que demanda tempo e esforço, e um rebranding pode ser um momento decisivo. Enquanto algumas acertam em cheio nas mudanças, outras têm vivido com o descontentamento de seu público, com algumas até desfazendo as alterações. Mas afinal, qual é o momento ideal para retrabalhar uma marca?

Nomes de peso como Jaguar, HBO e Chiquinho Sorvetes, mexendo em algo que, se tocado sem um bisturi afiado, pode comprometer a essência da marca: a identidade. Para o CEO do Grupo Invoice, agência especialista em marketing para comex, Nícolas Reig, é necessária muita pesquisa antes de entrar em uma mudança tão drástica.

“O erro começa quando confundem rebranding com mudança de logo / identidade visual. Um rebranding de verdade exige pesquisa, reposicionamento e visão de longo prazo. É uma reconfiguração de discurso, de canal, de tom, de cultura, mas para um mesmo público ou não, mas se for pra mexer nesse último tópico, precisa ter um cuidado extremo, cercado de muita base, números provenientes de pesquisas para entender se a marca consegue se reposicionar não somente sobre como se mostra ao mercado, mas também para quem vende”, explica o CEO.

Casos reais

Marcas como Jaguar, HBO Max e Pontofrio foram algumas que tiveram problemas de adaptação com suas novas identidades e tiveram que traçar estratégias para minimizar as críticas. A Jaguar busca nova equipe de marketing, enquanto tanto a HBO Max quanto o Pontofrio retomaram seus nomes antigos após mudanças para Max e Ponto, respectivamente.

Toda marca envelhece, mas nem todas precisam de plástica radical. Os sintomas que justificam um rebranding são claros: perda de relevância, desgaste na percepção de valor, desalinhamento com a cultura do público, ou mudanças estratégicas profundas na atuação da empresa. O CEO da Invoice diz que a credibilidade da marca e a confiança do público em seu produto/serviço começa na forma como ela se apresenta.

“São rebrandings que não se conectaram com o público porque não respeitaram a memória afetiva construída ao longo dos anos. E isso custa caro Nestes casos, as mudanças precisam trazer um significado ainda maior para aqueles que consomem. Mudar por mudar vai apenas atrair críticas negativas e fazer com que a empresa perca valor de mercado”, afirma Nícolas.

Quando e como mudar

Saber o momento ideal de um rebranding é essencial para que a estratégia seja executada de maneira correta. No marketing, o timing é tudo. Reig diz que métricas como redes sociais, resultados comerciais e o comportamento dos clientes podem ser termômetros para identificar a necessidade de transformação da marca.

“Monitorar comportamento de consumo, percepções nas redes sociais, variações no Net Promoter Score e até feedbacks internos são parte da leitura de ambiente necessária antes de mexer em algo tão delicado quanto a identidade de uma empresa. O momento ideal para um rebranding não é quando o CEO enjoa do logo, mas quando a marca não representa mais quem ela é ou onde quer chegar”, explica Nícolas.

Pensando diretamente nas questões visuais e de comunicação, Reig explica que a troca de um logo ou uma cor precisa ser estudada para que, acima de tudo, agregue ainda mais valor para a marca e não afaste imediatamente seu consumidor direto.

“Só vale a pena alterar uma identidade já consolidada quando a empresa pretende mudar seu posicionamento dentro do mercado e perante ao público. Se este não é o caso, o ideal é manter o que já tem ou realizar ajustes pontuais, que permitam a fácil identificação da empresa pelas pessoas, mas que também transmitam confiança e autenticidade”, conclui o CEO da Invoice.

Saiba mais sobre o Grupo Invoice: Fundado em 2020 por Nícolas Reig e Jonas Vieira, o Grupo Invoice é uma referência no mercado de comunicação voltada para o comércio exterior. Com um crescimento robusto e uma trajetória marcada pela inovação, o grupo, que alcançou um faturamento de mais de 10 milhões de reais nos últimos anos, se destaca por sua expertise em entender as complexidades do setor e criar soluções de comunicação sob medida para empresas de importação e exportação.  Hoje, com mais de 60 empresas atendidas e uma presença crescente no Brasil, o grupo continua a expandir suas fronteiras, com o objetivo de conquistar novos mercados e impulsionar o futuro do comércio exterior  com o foco inicial em sair do Sul do Brasil e, em seguida, expandir para a América Latina. Saiba mais em: Invoice 

Jeniffer Massera
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By Taubaté Hoje

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