Doctoralia inova ao adotar modelo de trabalho flexível

Na maior plataforma de saúde do mundo e líder em agendamentos de consultas no Brasil, 59% dos colaboradores são híbridos e 41% remotos

Com o mercado de trabalho em rápida evolução, empresas que equilibram flexibilidade e colaboração presencial estão mais preparadas para atrair talentos e enfrentar os desafios dos próximos anos. Dados da 2ª edição do Engaja S/A, estudo conduzido pela Flash em parceria com a FGV-EAESP e o Grupo Talenses, mostram que houve um aumento de 11% no número de profissionais brasileiros satisfeitos com o modelo híbrido em 2024. O índice desse grupo é o maior (54%) entre os três modelos, ficando 8% a frente do remoto (46%) e 12% a frente do presencial (42%), o que menos agrada. O estudo, de 2024, ouviu 2.736 trabalhadores de todas as regiões do país. 

A Doctoralia, maior plataforma de saúde do mundo, hoje conta com 663 colaboradores no Brasil e não adota mais o regime presencial. Atualmente, 59% da equipe atua no modelo híbrido, com idas ao escritório uma e duas vezes por semana, e 41% em regime remoto. A empresa, que está presente em 13 países e é líder em agendamentos de consultas no país, acredita que os regimes flexíveis permitem conciliar qualidade de vida, engajamento e performance.  

Segundo Breno Dantas, diretor de RH da Doctoralia para Brasil, Chile e Peru, a escolha do modelo de trabalho não deve se basear em vieses ou tradições, mas em dados concretos de produtividade, pesquisas internas e feedbacks das equipes. “Muitas empresas estão voltando para o modelo presencial por acharem que é mais produtivo ou que reforça a cultura, mas não conseguem comprovar isso com dados. No entanto, ficar no modelo híbrido ou remoto e não oferecer ferramentas e acompanhamentos necessários para as pessoas evoluírem, também significa aplicar o modelo errado”, afirma. 

Um estudo realizado pela consultoria de gestão organizacional Korn Ferry corrobora essa premissa. Os dados apontaram que o regime de home office integral ainda é pouco presente no país, com 13% de adesão por parte das empresas. No entanto, 28% dos profissionais brasileiros consideram o trabalho remoto o regime ideal. Já o modelo híbrido, adotado por 29% das companhias, é mais desejado por 55% dos trabalhadores brasileiros. 

Produtividade 

Uma pesquisa interna de produtividade da Doctoralia mostrou que a performance de vendas é praticamente igual em dias de home office e de escritório, com diferença média de apenas 0,5%. Considerando custos de deslocamento e impacto no bem-estar, a empresa concluiu que manter modelos flexíveis é mais rentável, aumenta a retenção de talentos e possibilita um ambiente mais positivo. 

Nos dias de escritório, a companhia aproveita para trabalhar engajamento e cultura organizacional, promovendo eventos, celebrações e encontros de integração entre times, fortalecendo conexões que dificilmente aconteceriam no 100% remoto. 

Atração e retenção de talentos 

Com escritórios em Curitiba e Rio de Janeiro, mas com quase metade da força de trabalho em regime remoto, a Doctoralia não tem restrições geográficas em seus processos seletivos — um diferencial em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo. 

“Se a empresa tem muitos profissionais de um nível mais júnior, acredito que o modelo presencial deve gerar mais interação e aprendizado, já que eles tendem a ter mais dúvidas e precisam ser direcionadas. O modelo híbrido é o mais equilibrado, mas é muito importante calibrar da forma correta a quantidade de dias que os profissionais trabalham presencial. Alguns podem precisar mais, outros menos”, completa o diretor de RH.  

Daniel Rela
11 99733-6727
[email protected]
By Taubaté Hoje

Você pode gostar!